• Todas as pessoas com deficiência visual sempre precisam de ajuda? Essa é uma dúvida comum que muitos têm na hora de oferecer auxílio às pessoas com deficiência. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem mais de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual, sendo 582 mil cegas e seis milhões com baixa visão.
     
     
     
    Para esclarecer essas e outras dúvidas, especialistas da Fundação Dorina Nowill para Cegos reforçam que as pessoas com deficiência visual necessitam que o ambiente seja o mais acessível possível para exercerem sua autonomia e independência e, além disso, pontuam algumas orientações básicas de convívio com pessoas com deficiência visual.
     
     
     
    Segundo Edson Defendi, assessor de Serviços de Apoio à Inclusão da Fundação Dorina, nem sempre as pessoas cegas ou com baixa visão precisam de ajuda, porém o apoio e o auxílio podem acontecer quando uma pessoa cega, mesmo reabilitada, vá fazer a travessia de ruas, por exemplo. “Para iniciar o contato, é importante se apresentar e perguntar se a pessoa precisa ou deseja auxílio. Caso sua ajuda como guia seja aceita, ofereça o braço na altura acima do cotovelo para a pessoa com deficiência visual segurar. 


    O guia vidente deve ficar um passo à frente da pessoa com deficiência visual, já que ela irá acompanhar o movimento do corpo do guia enquanto anda”, explica. Ainda, de acordo com Defendi, é sempre importante avisar caso tenham degraus, pisos escorregadios, buracos e obstáculos em geral durante o trajeto.
     
     
     
    Caso tenha convivência com algum cego, uma dica importante é nunca deixar uma porta entreaberta. “As portas devem estar totalmente abertas ou completamente fechadas. Além disso, deixe os corredores livres de obstáculos e avise-a se a mobília for mudada de lugar”, alerta. “Durante o diálogo com uma pessoa com deficiência visual é fundamental se direcionar diretamente para falar com ela e não com seu acompanhante e ao afastar-se dela, o ideal é avisar para que ela não fique falando sozinha”, reforça Defendi.
     
     
     
    Para as pessoas que nasceram com deficiência visual ou perderam a visão retornarem à sua rotina e sentirem-se incluídas, a Fundação Dorina promove, por intermédio de programas de reabilitação psicossocial, a autonomia e a independência para que elas mantenham suas atividades diárias respeitando suas necessidades individuais e sociais. 


    Além de todo esse cuidado que a instituição tem, Edson Defendi reforça que muitas vezes a ajuda precisa ser dada à sociedade no sentido de promover maior compreensão sobre as reais necessidades dessas pessoas e implementar a acessibilidade necessária. “O principal apoio deve acontecer no sentido de promover o máximo possível de autonomia, que acontecerá à medida que a acessibilidade ambiental contribuir para esse processo”, conclui.




    Fonte: Dr visão