• Na hora de voltar às aulas, lembre-se que a avaliação oftalmológica é fundamental para a boa aprendizagem do aluno. E como muitos problemas oftalmológicos são silenciosos, é comum crianças chegarem à idade escolar sem terem sido submetidas a exames preventivos, o que pode causar danos à saúde, além de atrapalhar no rendimento em sala de aula. Para ter uma ideia, o último relatório divulgado pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia estima que, só no Brasil, são 15 milhões de crianças em idade escolar com erros de refração (miopia, astigmatismo e hipermetropia).


    Estas alterações, quando não corrigidas, podem ser a causa de mau desempenho escolar. Sabemos que muitas vezes a triagem em crianças pequenas é uma tarefa que exige tempo e paciência, mas os pais e professores podem ajudar, observando os sintomas da criança e do adolescente. Queixas como dor de cabeça, ardência e dores oculares, além de dificuldade para enxergar o quadro, são indicativos de que elas possam apresentar algum distúrbio de visão.


    Exames oftalmológicos de rotina, devem ser feitos sempre e em todas as idades. Aqueles que já usam óculos também devem fazer avaliações anuais, mesmo que aparentemente estejam enxergando bem, pois os óculos podem estar incorretos ou fracos. Alguns simplesmente não usam mesmo sabendo da necessidade.


    Isto prejudica seu rendimento, tanto na sala de aula quanto no estudo em casa, pois pode causar dores e cansaço, explica o oftalmologista, que ainda dá dicas sobre os cuidados que devem ser tomados para assegurar a saúde dos olhos na hora de estudar. O melhor lugar para ler é sentado à frente de uma mesa ou escrivaninha, com a luminosidade adequada.


    O mais indicado é usar uma luminária e a luz nunca deve ser direcionada para os olhos, mas direto para livro que está sendo lido. Não abuse do uso dos aparelhos tecnológicos, pois ao utilizar o computador por muito tempo, a curvatura do cristalino perde sua capacidade de relaxar e não responde a mudanças no comprimento focal, levando a pessoa a ver mal à distância. Ou seja, um espasmo de acomodação, onde os principais sintomas são redução da acuidade visual, fadiga e dor nos olhos.



    Fonte: http://www.portaldaoftalmologia.com.br/