• As doenças oftalmológicas podem prejudicar a capacidade visual e até levar à perda total da visão. De acordo com especialistas, elas podem ser diagnosticadas precocemente com visitas anuais ao oftalmologista e atenção aos sintomas.
    Entre as principais doenças oftalmológicas estão o daltonismo, o estrabismo, a catarata e o glaucoma.
    Confira os efeitos e os tratamentos de cada uma:
    Catarata
    A catarata é uma doença caracterizada pela lesão ocular que causa opacidade do cristalino. O cristalino é uma lente natural do olho que tem como finalidade focalizar as imagens na retina. A catarata causa perda na transparência dessa lente, tornando-a opaca e com coloração esbranquiçada. Com o passar do tempo, a visão pode ser afetada pela catarata progressivamente, de forma parcial e podendo chegar a afetar totalmente, impedindo a pessoa de enxergar. Há dois tipos de catarata: as congênitas, que acontecem quando a criança já nasce com a catarata, e as adquiridas, que têm variações, mas ocorrem, em sua maioria, em pessoas a partir dos 50 anos de idade. Na população mundial, a prevalência da catarata, conforme faixa etária é: 2,5% entre 40 e 49 anos, 6,8% entre 50 e 59 anos, 20% entre 60 e 69 anos e 42,8 % acima de 70 anos. Essa é uma cegueira reversível que, com o tratamento adequado, a cirurgia, as pessoas voltam a ver tudo normalmente.
    Glaucoma
    O glaucoma é considerado a principal causa de cegueira irreversível no mundo. Até 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê um crescimento mundial de indivíduos com glaucoma de 60 milhões para 80 milhões, números que mostram a importância dos cuidados com a visão. A doença não apresenta sintomas na sua fase inicial, sendo silenciosa e traiçoeira. Muitas pessoas só desconfiam que haja algo errado quando percebem a perda da visão periférica, o que se manifesta em seu estado já avançado. O glaucoma é uma alteração do nervo que leva a uma diminuição concêntrica do campo visual, até que se tenha a perda da visão. O aumento da pressão ocular agrava essa degeneração óptica. O diagnóstico precoce facilita o tratamento. Como é uma doença que, na maioria das vezes, não apresenta sintomas, é importante que a população acima de 40 anos vá ao oftalmologista anualmente. O tratamento, na maior parte dos casos, é clinico e com a utilização de colírios. Quando não é possível o controle com medicamentos de uso tópico o oftalmologista pode recomendar a cirurgia.
    Saiba mais sobre a doença:
    Os diabéticos e negros são mais propensos a desenvolverem glaucoma de ângulo aberto. Em geral, este tipo de glaucoma não apresenta sintomas e o paciente não sente dor e perde lentamente a visão. Os asiáticos têm maior tendência a desenvolverem glaucoma de ângulo fechado, forma da doença em que ocorre um rápido aumento da pressão do olho. Os sintomas podem incluir dores oculares e dores de cabeça intensas, olhos avermelhados. A prevalência de doenças oculares que levam ao comprometimento da visão cresce com o avanço da idade. As maiores taxas de cegueira e baixa visão são observadas com o aumento da vida média da população. Na população com mais de 50 anos de idade, as principais causas de cegueira são a catarata, o glaucoma, a retinopatia diabética e a degeneração macular (perda da visão no centro do campo visual, a mácula). Pessoas com histórico familiar tem 6 vezes mais chance de desenvolver o glaucoma, do que a população sem histórico familiar.

    Daltonismo
    É comum que as pessoas se refiram aos portadores de daltonismo como aqueles que não conseguem diferenciar as cores. A afirmação é parcialmente correta: O daltonismo é uma denominação genérica para as pessoas que têm alterações nas visões das cores. O nome certo é discromatopsia, que é uma doença hereditária, genética e está ligada pela transmissão do cromossoma x, ou seja, a mulher transmite, mas raramente tem. Existem vários tipos de discromatopsias, que estão ligadas às três cores básicas, vermelho, verde e azul. O daltônico clássico é aquele que tem o problema nos três pigmentos e atinge uma parte muito pequena da população, o daltonismo varia de 0,5% em mulheres e 5% em homens. O daltonismo não tem cura, nem tratamento, e é geralmente descoberto durante a idade escolar. A criança vai ao oftalmologista e serão feitos alguns testes para comprovar a disfunção. O cidadão nasce e morre daltônico. É preciso cuidado com quem tem problemas com verde e vermelho. Ele vai ter uma grande dificuldade para distinguir os sinais de trânsito. É importante ressaltar que o daltonismo não tem nenhuma relação com outras doenças oftalmológicas e não evolui.

    Estrabismo

    O estrabismo é um distúrbio que afeta o paralelismo entre os dois olhos, que apontam para direções diferentes. O desvio nos olhos pode ocorrer de vários modos: para fora, para dentro ou vertical, quando um olho fica mais alto ou mais baixo que o outro. Para enxergar bem, os olhos devem estar orientados para o mesmo ponto de fixação. Dessa maneira, o cérebro junta essas imagens captadas pelos dois olhos e as interpretam como uma só. Os estrábicos enxergam com menor senso de profundidade, portanto, o cérebro só interpreta uma imagem porque ignora a imagem recebida pelo olho com problema. No tratamento para o estrabismo é trabalhado o estímulo ocular. Quando o estrabismo não é corrigido com óculos, é indicada a cirurgia. De acordo com a Portaria nº1.340 de 29 de junho de 2012, procedimentos de correção cirúrgica são realizados pelo Sistema Único de Saúde, desde que encaminhadas por médicos oftalmologistas.
    Fonte: www.bonde.com.b